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Criado em : 13 Mar 2007
Alterado em : 02 Dec 2007

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Nota bibliográfica (sem autor) :

Quelle place pour la radiopelvimétrie au XXIe siècle ? Gynécologie obstétrique & fertilité. ISSN : 1297-9589 Volume 35 - Numéro 1 - p. 6-12

Autores :

Rozenberg, P.

Ano de publicação :

2007

URL(s) :

http://www.emc-consulte.com/afficher-article?item=…

Résumé (français)  :

Le but de cet article est d’effectuer une analyse critique des publications ayant évalué l’utilité de la radiopelvimétrie afin de permettre des conclusions tangibles et utiles pour la pratique clinique. La radiopelvimétrie a été proposée dans trois indications : l’épreuve du travail parmi les patientes présentant un antécédent de césarienne, la présentation du siège, la suspicion de disproportion céphalopelvienne. Ces publications sont, pour la grande majorité, des études rétrospectives portant sur de faibles effectifs et surtout sans groupes témoins ou non randomisées. Leurs résultats contradictoires et leurs faiblesses méthodologiques ne permettent pas de conclure. Les essais randomisés publiés sont exceptionnels. Parmi les patientes présentant un antécédent de césarienne, il n’existe qu’un seul essai randomisé ; celui-ci montre que la radiopelvimétrie ante-partum est inutile avant une épreuve du travail, car elle est faiblement prédictive de l’issue de l’épreuve du travail et augmente le taux de césariennes. Il n’existe également qu’un seul essai randomisé sur l’intérêt de la pelvimétrie en cas de présentation du siège : la réalisation d’une pelvimétrie ne permet pas de réduire significativement le taux global de césarienne, ni d’améliorer l’issue néonatale. Elle présente cependant l’avantage de réduire le taux de césariennes en cours de travail, et donc apporte un bénéfice maternel dans la mesure où une césarienne élective est moins pourvoyeuse de morbidité (voire de mortalité) qu’une césarienne en cours de travail. Enfin, le seul essai randomisé ayant étudié l’utilité de la radiopelvimétrie sur la prédiction de la disproportion céphalopelvienne montre que la pelvimétrie présente une faible valeur prédictive sur l’issue de l’accouchement, n’a pas d’influence sur l’état néonatal et est pourvoyeuse de césariennes inutiles. Par ailleurs, bien que l’exposition aux radiations ionisantes lors d’une radiopelvimétrie soit très faible, il ne faut pas oublier que les radiations diagnostiques augmentent le risque de cancer de l’enfance pour le foetus irradié, quel que soit le moment de la grossesse. Dans les rares cas où la pelvimétrie est utile (épreuve du travail sur une présentation du siège), il est alors prudent de recourir à l’IRM.

Abstract (English)  :

The purpose of this article was to perform a critical analysis of publications having estimated the utility of X-ray pelvimetry, in order to allow tangible and useful conclusions for the clinical practice. X-ray pelvimetry was proposed in 3 indications: trial of labour among patients with a history of caesarean section, breech presentation, suspicion of cephalopelvic disproportion. The large majority of these publications are retrospective studies, studying a low number of patients and especially without control groups or randomisation. Their contradictory results and their methodological weaknesses do not allow any conclusion. Published randomised trials are exceptional. Among patients with a history of caesarean section, there is only one randomised trial; it demonstrates that ante-partum X-ray pelvimetry is not necessary prior to a trial labour in women with one previous caesarean section. It increases the caesarean section rate and is a poor predictor of the outcome of labour. There is also only one randomised trial which evaluated the interest of X-ray pelvimetry in patients with a breech presentation: the use of pelvimetry in breech presentation at term does not significantly reduce the overall caesarean-section rate, and does not improve the neonatal issues. However, it allows better selection of the delivery route, with a significantly lower emergency Caesarean-section rate. Finally, the only one randomised trial having studied the utility of X-ray pelvimetry for the prediction of cephalopelvic disproportion shows that pelvimetry is a poor predictor of the outcome of labour, has no influence on the neonatal issues and increases the caesarean sections rate. Furthermore, although radiation exposure during a X-ray pelvimetry is very weak, diagnostic X-ray studies during any stage of gestation have been shown to increase the risk of childhood cancer in the irradiated fetus. In the rare cases where pelvimetry is useful (trial of labour with a breech presentation), it is thus careful to perform a MRI pelvimetry.

Sumário (português)  :

Texto completo (private) :

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Comentários :

Argument (français) :

Argument (English):

Argumento (português):

Palavras-chaves :

➡ despistagem ; diagnóstico pré-natal ; pelvimetria ; distocia

Autor da esta ficha :

Bernard Bel — 13 Mar 2007

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